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A Farsa do Espelho |



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Contato:
Cia Essencial—Teatro e Cinema ciaessencial@essencial.org.br 041-3224-2549 — 8813-8066
Rua Desembargador Westphalen, 1019—Curitiba—Paraná CEP: 80230-100
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A Farsa do Espelho estreou em outubro de 2004 em um orfanato, desde então já foi encenada em escolas, ruas, praças, asilos, hospitais, albergues, casas de apoio e faculdades, participando inclusive do Fringe - Festival de Teatro de Curitiba - 2006. Por seu caráter lúdico e divertido, tem agradado aos mais diferentes públicos de diversas faixas etárias. Já fez rir, desde crianças de dois anos a adultos de 70. Bento Tatu, vive no Arraial de Jacutinga. Seu dia-dia é pescar e cuidar da roça. É um homem totalmente integrado à natureza. Um dia sua mulher fica fascinada com um objeto que vê na casa do Fazendeiro Vírgílio: Uma caixa com gente dentro (TV). Obriga Bento, que nunca foi à cidade a ir comprar a tal caixa. No caminho, vive grandes aventuras (atravessa aldeias indígenas – xetá, guarani, caingangue; encontra espécimes da fauna paranaense e criaturas sobrenaturais presentes em nossa cultura – caipora, lobisomem, alma penada, M´boi). Ao chegar à cidade depara-se com os tipos mais estranhos (o Executivo sempre ocupado, o Guarda maluco, o Malandro, o Homem da Cobra) e com um mundo totalmente novo. Ao ver um espelho, Bento acha que é a fotografia do seu pai. Compra e leva pra casa. Quando volta já não encontra mais seu mundo, o progresso engoliu o que existia de natureza em sua cidade. No lugar da mata e dos animais, fábricas e condomínios de luxo. O rio não tem mais peixe, já não existe mais espaço pra plantar....Bento e sua família vão ter de achar um jeito de se encaixar neste novo mundo. A peça reflete sobre o meio ambiente e sobre os impactos ambientais causados pelo progresso e pela falta de sustentabilidade, resgata tradições e músicas folclóricas paranaenses e brasileiras. Fala da simplicidade da vida no campo em contraposição a agitada cidade. Mostra também a invasão da tecnologia nos meios rurais e a falta de comunicação nos meios urbanos, explora as diferenças entre as diversas formas de linguagem que convivem dentro da sociedade (o economês falado pelo executivo, as gírias faladas pelo malandro, a linguagem técnica do guarda de trânsito, o sotaque e as expressões de linguagem do caipira). |